Post sobre nada... nada mesmo... apenas para desentorpecer e, quem sabe, prenunciar dias mais produtivos em termos de escrita...
A(s) música(s) e a vida de "casal" não permitem mais... será sempre assim?
Espero voltar em breve... se não passa de adormecido para hibernado!
Dug
sábado, março 25, 2006
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Che boludo
Eran seis hermanos Jerte cuando Paco se murió
Eran seis hermanos Jerte cuando Paco se murió,
Paco Jerte se murió de sarampión,
y quedaron cinco Jerte cuando Paco se murió!
Eran seis hermanos Jerte cuando Paco se murió,
Paco Jerte se murió de sarampión,
y quedaron cinco Jerte cuando Paco se murió!
quarta-feira, janeiro 25, 2006
O valor da mudança!
Não, já não é de política que estou a falar! A "mudança" do título do post não tem nada a ver com a recente novidade política - quanto a esta já me consciencializei de que o melhor a fazer é habituarmo-nos, resignarmo-nos aceitando a alternância democrática, esperar que a(s) pior(es) característica(s) do nosso novo presidente sejam "apenas" aquelas que já são sobejamente conhecidas: incapacidade para exprimir ideias clara e incisivamente; enormíssimo défice de presença, do dom da palavra (creio que esta ideia não é tão fútil quanto isso na avaliação de um Presidente da República); duvidosas intenções relativamente ao papel que deve ter o chefe de estado no quadro do nosso sistema democrático... enfim, não me quero alongar mais quanto a defeitos e espero que sejam só estes e que o nosso Cavaco não se meta a fazer disparates. Finalmente, em relação a esta mudança não tenho mais nada a dizer, a não ser talvez "pra melhor está bem está bem, pra pior já basta assim".
Portanto, depois desta dissertação sobre o que o que o post não vai (ia) ser, volto ao "valor da mudança".
Mudança pessoal e individual! Mudança de atitudes, mentalidades, maneira de estar na vida, perante nós próprios e os outros, maneira de lidarmos com as nossas qualidades, mas sobretudo com os nossos defeitos. É essa a mudança que tem um valor incalculável!
Nem vale a pena falar do que mudar, como mudar, ou porquê mudar. Essa é a parte da mudança que é tão pessoal que nem sequer vale a pena ser abordada por alguém exterior (Porquê mudar? Porque está mal! O que mudar? O que está mal! Como mudar? Sei lá! Depende do que estiver mal!! Mas qualquer um destes pares pergunta/resposta só é verdadeiramente relevante se for colocado por cada um de nós, candidatos à mudança, individualmente e com seriedade!)! O que é que sobra então acerca de mudança? Umas quantas constatações e algumas considerações pessoais!
Constatação - As pessoas mudam pouco!
Não tenho complexos em afirmá-lo assim peremptoriamente! Para mim é uma evidência! As pessoas mudam pouco, pouco de cada vez, poucas vezes profundamente, poucas vezes com verdadeira intenção de manter essas mudanças ou de que elas sejam mais do que pequenas operações de cosmética destinadas a encobrir alguma falha e não a corrigi-la de facto, e muito, muito poucas vezes por vontade própria ou sem que a mudança seja despoletada por algum acontecimento exterior!
Já não posso afirmar tão peremptoriamente o porquê desta constatção. Não sei se faz parte da natureza humana o imobilismo, e nesse caso se é por egoísmo, preguiça, inércia, maldade, opurtunismo, um pouco de todas estas características ou outras quaisquer! Mas enfim, acho que qualquer que seja a razão, é bastante negativo que a esmagadora maioria das pessoas seja tão avessa à mudança, ainda que deva dizer que compreendo pelo menos algumas das razões e atenuantes para esta aversão.
Por exemplo, compreendo perfeitamente que não seja fácil identificar, ou conviver pacificamente, ou confrontar, ou ter a força de espírito e a coragem suficientes para mudar os nossos defeitos. É sem dúvida muito mais fácil e confortável (mas incomparavelmente pior para nós próprios e normalmente também para os outros) simplesmente tentar ignorar as nossas falhas - e conheço tanta gente que não sabe fazer outra coisa, alguns inconscientemente, mas outros com absoluto despudor, o que ainda é pior!
Claro que também há quem quem identifique as próprias falhas e não faça grande coisa para se aperfeiçoar, sem contudo ser mal intencionado! Mas atenção, não quero com isto fazer crítica a ninguém, aliás sinto por vezes que me insiro nesta nobre categoria e a maneira como entendo esta posição é qualquer coisa do género: "eu faço introspecção; se me perguntarem eu sei dizer quais são os meus defeitos porque estou bem consciente deles; isto é muito mais do que faz a maioria das pessoas e, além disso, os meus defeitos nem sequer prejudicam substancialmente as pessoas que me rodeiam, por isso talvez um dia eu faça por mudá-los, corrigindo-os para melhor... mas não agora!"
Constatação - Não é fácil mudar!
Parece uma contradição com o que acabei de dizer, mas a verdade é que eu acho mesmo que é difícil mudar verdadeiramente; seja porque se identificaram coisas que não nos agradam em nós próprios mas não se sabe como mudá-las, ou porque se tenta mas não se consegue abandonar velhos hábitos; seja porque não se consegue identificar ou ter a verdadeira noção de quais são os problemas; ou seja ainda por não se ter a noção de que, às vezes, há características nossas e maneiras de estar com os outros e encarar a vida que, não sendo problemas no imediato, exigem mudança, evolução, adaptação, porque mantendo-se imutáveis acabam por se tornar não só em problemas, mas em defeitos enraizados na maneira de ser apenas por força do hábito (características que as pessoas têm "porque sim" ou, muito redundantemente, "sou assim porque sou assim")
Consideração pessoal - Acho mau e triste não se mudar!
Não se pode forçar ninguém a mudar e talvez nem se possa ou deva sequer interferir na mudança de cada um porque é uma escolha individual! Mas acho que é uma pena que muita gente não mude por não sentir, ou negligenciar e menosprezar esse impulso de mudança que, quanto a mim é também um sinal de inteligência (será que daqui se podem tirar ilações acerca da inteligência de cada um, ou será que contemplar e meditar ou não sobre estas questões é mesmo só um traço de personalidade e eu estou a extrapolar demasiado, ou como se diz em bom português, a tirar nabos da púcara?)
Consideração pessoal - Acho ainda pior escolher não se mudar (seja por que razões for: comodismo, receio, teimosia, egoísmo, etc, etc, etc.
-------------------------------- / / -------------------------------------
Este post foi interrompido há mais de um mês e nunca mais me dei ao trabalho de o concluir... aliás, negligenciei o meu blog durante um mês, e por isso nem me lembrei do post! Lembro-me de, na altura, ter mais coisas a dizer sobre o assunto, mas é evidente que já não faço ideia do que fosse, nem me apetece voltar a pensar nisso! O que está dito é o que eu penso, e o que não escrevi, para a quem este post é destinado (sim, acho que és a única pessoa que está à espera da publicação deste post!!!), não precisa de ser escrito!
tot volgende keer!
Portanto, depois desta dissertação sobre o que o que o post não vai (ia) ser, volto ao "valor da mudança".
Mudança pessoal e individual! Mudança de atitudes, mentalidades, maneira de estar na vida, perante nós próprios e os outros, maneira de lidarmos com as nossas qualidades, mas sobretudo com os nossos defeitos. É essa a mudança que tem um valor incalculável!
Nem vale a pena falar do que mudar, como mudar, ou porquê mudar. Essa é a parte da mudança que é tão pessoal que nem sequer vale a pena ser abordada por alguém exterior (Porquê mudar? Porque está mal! O que mudar? O que está mal! Como mudar? Sei lá! Depende do que estiver mal!! Mas qualquer um destes pares pergunta/resposta só é verdadeiramente relevante se for colocado por cada um de nós, candidatos à mudança, individualmente e com seriedade!)! O que é que sobra então acerca de mudança? Umas quantas constatações e algumas considerações pessoais!
Constatação - As pessoas mudam pouco!
Não tenho complexos em afirmá-lo assim peremptoriamente! Para mim é uma evidência! As pessoas mudam pouco, pouco de cada vez, poucas vezes profundamente, poucas vezes com verdadeira intenção de manter essas mudanças ou de que elas sejam mais do que pequenas operações de cosmética destinadas a encobrir alguma falha e não a corrigi-la de facto, e muito, muito poucas vezes por vontade própria ou sem que a mudança seja despoletada por algum acontecimento exterior!
Já não posso afirmar tão peremptoriamente o porquê desta constatção. Não sei se faz parte da natureza humana o imobilismo, e nesse caso se é por egoísmo, preguiça, inércia, maldade, opurtunismo, um pouco de todas estas características ou outras quaisquer! Mas enfim, acho que qualquer que seja a razão, é bastante negativo que a esmagadora maioria das pessoas seja tão avessa à mudança, ainda que deva dizer que compreendo pelo menos algumas das razões e atenuantes para esta aversão.
Por exemplo, compreendo perfeitamente que não seja fácil identificar, ou conviver pacificamente, ou confrontar, ou ter a força de espírito e a coragem suficientes para mudar os nossos defeitos. É sem dúvida muito mais fácil e confortável (mas incomparavelmente pior para nós próprios e normalmente também para os outros) simplesmente tentar ignorar as nossas falhas - e conheço tanta gente que não sabe fazer outra coisa, alguns inconscientemente, mas outros com absoluto despudor, o que ainda é pior!
Claro que também há quem quem identifique as próprias falhas e não faça grande coisa para se aperfeiçoar, sem contudo ser mal intencionado! Mas atenção, não quero com isto fazer crítica a ninguém, aliás sinto por vezes que me insiro nesta nobre categoria e a maneira como entendo esta posição é qualquer coisa do género: "eu faço introspecção; se me perguntarem eu sei dizer quais são os meus defeitos porque estou bem consciente deles; isto é muito mais do que faz a maioria das pessoas e, além disso, os meus defeitos nem sequer prejudicam substancialmente as pessoas que me rodeiam, por isso talvez um dia eu faça por mudá-los, corrigindo-os para melhor... mas não agora!"
Constatação - Não é fácil mudar!
Parece uma contradição com o que acabei de dizer, mas a verdade é que eu acho mesmo que é difícil mudar verdadeiramente; seja porque se identificaram coisas que não nos agradam em nós próprios mas não se sabe como mudá-las, ou porque se tenta mas não se consegue abandonar velhos hábitos; seja porque não se consegue identificar ou ter a verdadeira noção de quais são os problemas; ou seja ainda por não se ter a noção de que, às vezes, há características nossas e maneiras de estar com os outros e encarar a vida que, não sendo problemas no imediato, exigem mudança, evolução, adaptação, porque mantendo-se imutáveis acabam por se tornar não só em problemas, mas em defeitos enraizados na maneira de ser apenas por força do hábito (características que as pessoas têm "porque sim" ou, muito redundantemente, "sou assim porque sou assim")
Consideração pessoal - Acho mau e triste não se mudar!
Não se pode forçar ninguém a mudar e talvez nem se possa ou deva sequer interferir na mudança de cada um porque é uma escolha individual! Mas acho que é uma pena que muita gente não mude por não sentir, ou negligenciar e menosprezar esse impulso de mudança que, quanto a mim é também um sinal de inteligência (será que daqui se podem tirar ilações acerca da inteligência de cada um, ou será que contemplar e meditar ou não sobre estas questões é mesmo só um traço de personalidade e eu estou a extrapolar demasiado, ou como se diz em bom português, a tirar nabos da púcara?)
Consideração pessoal - Acho ainda pior escolher não se mudar (seja por que razões for: comodismo, receio, teimosia, egoísmo, etc, etc, etc.
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Este post foi interrompido há mais de um mês e nunca mais me dei ao trabalho de o concluir... aliás, negligenciei o meu blog durante um mês, e por isso nem me lembrei do post! Lembro-me de, na altura, ter mais coisas a dizer sobre o assunto, mas é evidente que já não faço ideia do que fosse, nem me apetece voltar a pensar nisso! O que está dito é o que eu penso, e o que não escrevi, para a quem este post é destinado (sim, acho que és a única pessoa que está à espera da publicação deste post!!!), não precisa de ser escrito!
tot volgende keer!
domingo, janeiro 22, 2006
Presidenciais - II
*suspiro*
2745491... repito para dar mais ênfase: DOIS MILHÕES, Setecentos e quarenta e cinco mil, quatrocentas e noventa e uma almas, acharam que Cavaco Silva era a melhor alternativa para presidente de Portugal...
*suspiro*
Ainda não estou preparado para fazer mais declarações sobre o assunto... mas o meu silêncio é fácil de ler e as minhas opiniões sobre o mesmo estão facilmente subentendidas!
2745491... repito para dar mais ênfase: DOIS MILHÕES, Setecentos e quarenta e cinco mil, quatrocentas e noventa e uma almas, acharam que Cavaco Silva era a melhor alternativa para presidente de Portugal...
*suspiro*
Ainda não estou preparado para fazer mais declarações sobre o assunto... mas o meu silêncio é fácil de ler e as minhas opiniões sobre o mesmo estão facilmente subentendidas!
Presidenciais - I
Para mais tarde uma reflexão mais séria!
Uma vez que estou um pouco abalado começo por um fait-divers que é, também, um piscar de olho à minha amiga Ana:
Se nestas eleições, à semelhança do que acontece nas legislativas, os votos brancos e nulos entrassem nas "contas" finais, Cavaco Silva, em vez de 50,6% dos votos, teria obtido 49,6% e, consequentemente, NÃO teria sido eleito à primeira volta! (cometo um lapso propositado, mas às vezes têm de se adaptar os números às nossas expectativas, mesmo distorcendo-os ligeiramente para servir os nossos propósitos, quando eles não são o que estavamos à espera. É que, apesar dos votos brancos e nulos entrarem para as contas das outras eleições que não as presidenciais, evidentemente NÃO são contados na atribuição dos mandatos, apenas são contadas as suas percentagens... logo a situação é semelhante às eleições presidenciais, uma vez que um voto branco ou nulo não elege ninguém - nem sequer um presidente "branco" ou "nulo".
Ainda assim, aqui ficam os resultados do OMO - 1,06% correspondentes a 58700 e picos (estão 3 freguesias por apurar) e dos nulos 0,79%, 43329 votos... a brincar a brincar ainda são mais de 100000 pessoas!!)
tijay
Uma vez que estou um pouco abalado começo por um fait-divers que é, também, um piscar de olho à minha amiga Ana:
Se nestas eleições, à semelhança do que acontece nas legislativas, os votos brancos e nulos entrassem nas "contas" finais, Cavaco Silva, em vez de 50,6% dos votos, teria obtido 49,6% e, consequentemente, NÃO teria sido eleito à primeira volta! (cometo um lapso propositado, mas às vezes têm de se adaptar os números às nossas expectativas, mesmo distorcendo-os ligeiramente para servir os nossos propósitos, quando eles não são o que estavamos à espera. É que, apesar dos votos brancos e nulos entrarem para as contas das outras eleições que não as presidenciais, evidentemente NÃO são contados na atribuição dos mandatos, apenas são contadas as suas percentagens... logo a situação é semelhante às eleições presidenciais, uma vez que um voto branco ou nulo não elege ninguém - nem sequer um presidente "branco" ou "nulo".
Ainda assim, aqui ficam os resultados do OMO - 1,06% correspondentes a 58700 e picos (estão 3 freguesias por apurar) e dos nulos 0,79%, 43329 votos... a brincar a brincar ainda são mais de 100000 pessoas!!)
tijay
sábado, janeiro 21, 2006
No meio de nada
A minha vida está aqui... está cada vez mais aqui; inapelavelmente, progressivamente e sem eu dar conta foi-se mudando para cá!
E no entanto está lá também, uma parte importante dela, pelo menos!
Cá está quase tudo e, no entanto parece que faltam algumas coisas bastante importantes, fundamentais, diria mesmo! O lá parece que se constroi cada vez mais em oposição ao cá (parece que quanto mais tempo se passa mais se vão tornando mutuamente exclusivos) - mais ou menos pelo mesmo processo através do qual se constrói a identidade por oposição ao "outro".
Acontece que, ao contrário da questão da formação da identidade, na questão da formação deste "espaço virtual" que sou eu, esse cá e lá que se excluem são ambos "eu"... não são "eu" vs. o "outro", o que se me configura como um problema!
Quando cá estou faltam-me as coisas de lá, embora a um nível muito subconsciente, porque me sinto muito bem e enquadrado cá - se não enquadrado com o que me rodeia, pelo menos comigo mesmo e com os que me são próximos, ou com um pedaço de mim que criei independentemente do que está à volta. Mas, simultaneamente, quando lá estou, as coisas que cá criei não podem nem de longe nem de perto ser recriadas e tenho de me reinventar demasiado, quase por completo.
Começo a sentir que se calhar não estou nem cá nem lá, estou algures... no meio de nada!
E no entanto está lá também, uma parte importante dela, pelo menos!
Cá está quase tudo e, no entanto parece que faltam algumas coisas bastante importantes, fundamentais, diria mesmo! O lá parece que se constroi cada vez mais em oposição ao cá (parece que quanto mais tempo se passa mais se vão tornando mutuamente exclusivos) - mais ou menos pelo mesmo processo através do qual se constrói a identidade por oposição ao "outro".
Acontece que, ao contrário da questão da formação da identidade, na questão da formação deste "espaço virtual" que sou eu, esse cá e lá que se excluem são ambos "eu"... não são "eu" vs. o "outro", o que se me configura como um problema!
Quando cá estou faltam-me as coisas de lá, embora a um nível muito subconsciente, porque me sinto muito bem e enquadrado cá - se não enquadrado com o que me rodeia, pelo menos comigo mesmo e com os que me são próximos, ou com um pedaço de mim que criei independentemente do que está à volta. Mas, simultaneamente, quando lá estou, as coisas que cá criei não podem nem de longe nem de perto ser recriadas e tenho de me reinventar demasiado, quase por completo.
Começo a sentir que se calhar não estou nem cá nem lá, estou algures... no meio de nada!
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Hemophiliac 50-6
O caos tem regras... uma certa consonância, uma certa inevitabilidade, que me ultrapassa e me reduz a uma insignificância que já sabia ter! O caos sonoro tem um poder que move mesmo os menos fluentes na linguagem peculiar em que se expressa! Para aqueles que dominam um tipo de linguagem sonora (seja ele qual for), o caos sonoro, mediado pela criatividade infinita e que brota em jorros incontroláveis do artista, tem uma força e um poder que são sublimes, assim a mente os saiba utilizar e canalizar na direcção certa, direcção essa em que caos, som, poder, força, se tornam inapelavelmente em energia vital, em energia criadora, em absoluto!!
A criação artística está cheia de regras, a inspiração não! A divagação é um dos expoentes do caos! O caos pode ser sonoro, mental, pictórico, aquilo que se quiser e para o qual cada indivíduo tenha mais inclinação! Eu devo confessar que sou um adepto do som e dos devaneios da mente, mas se os sinto com esta intensidade consigo conceber que ele - o caos - se manifeste sob inúmeras formas, INFINITAS, consoante os sujeitos que o percepcionem e o sublimem! Faço uma apologia do caos inesperada! Inesperada porque o ponto de partida e de chegada deste devaneio são tão díspares como o som que o originou, os percursos sinuosos da mente que o amplificaram, ou a própria existência artística que o justifica e comprova!
Ainda assim; e com pouca vergonha ou complexos perante a evidente falta de nexo e fio condutor... ou talvez precisamente pela beleza que nestes dois pontos encontro; faço, uma vez mais, com energias renovadas e um frémito sensorial a percorrer-me a alma...
o Elogio do Caos!
Caos
Caos
Caos
A criação artística está cheia de regras, a inspiração não! A divagação é um dos expoentes do caos! O caos pode ser sonoro, mental, pictórico, aquilo que se quiser e para o qual cada indivíduo tenha mais inclinação! Eu devo confessar que sou um adepto do som e dos devaneios da mente, mas se os sinto com esta intensidade consigo conceber que ele - o caos - se manifeste sob inúmeras formas, INFINITAS, consoante os sujeitos que o percepcionem e o sublimem! Faço uma apologia do caos inesperada! Inesperada porque o ponto de partida e de chegada deste devaneio são tão díspares como o som que o originou, os percursos sinuosos da mente que o amplificaram, ou a própria existência artística que o justifica e comprova!
Ainda assim; e com pouca vergonha ou complexos perante a evidente falta de nexo e fio condutor... ou talvez precisamente pela beleza que nestes dois pontos encontro; faço, uma vez mais, com energias renovadas e um frémito sensorial a percorrer-me a alma...
o Elogio do Caos!
Caos
Caos
Caos
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Nome de Rua
Deste-me nome de rua,
de uma rua de Lisboa.
Muito mais nome de rua
do que nome de pessoa
Um desses nomes de rua
que são nomes de canoa!
Nome de rua quieta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde o ciúme é uma seta,
onde o amor é uma taça.
Nome de rua secreta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde a sombra de um poeta
de repente nos abraça.
Com um pouco de amargura,
com muito da Madragoa.
A rua de quem procura
e o riso de quem perdoa.
Deste-me nome de rua
Numa rua de Lisboa
Nome de rua quieta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde o ciúme é uma seta,
onde o amor é uma taça.
Nome de rua secreta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde a sombra de um poeta
de repente nos abraça.
(P.s. - seguindo o conselho de um dos leitores do meu blog convém mencionar que este poema não é meu... mas é a letra de um fado já existente que pode vir a ser o meu primeiro passo nesta aventura "fadística" em que me vou meter... logo se vê!!)
de uma rua de Lisboa.
Muito mais nome de rua
do que nome de pessoa
Um desses nomes de rua
que são nomes de canoa!
Nome de rua quieta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde o ciúme é uma seta,
onde o amor é uma taça.
Nome de rua secreta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde a sombra de um poeta
de repente nos abraça.
Com um pouco de amargura,
com muito da Madragoa.
A rua de quem procura
e o riso de quem perdoa.
Deste-me nome de rua
Numa rua de Lisboa
Nome de rua quieta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde o ciúme é uma seta,
onde o amor é uma taça.
Nome de rua secreta,
onde, à noite, ninguém passa,
onde a sombra de um poeta
de repente nos abraça.
(P.s. - seguindo o conselho de um dos leitores do meu blog convém mencionar que este poema não é meu... mas é a letra de um fado já existente que pode vir a ser o meu primeiro passo nesta aventura "fadística" em que me vou meter... logo se vê!!)
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Cinismo
É estranho ser apenas agora que publico o meu primeiro post directamente relacionado com música, ainda para mais um que não vai ser tão extenso como eu creio que o assunto mereceria, mas enfim, foi um pensamento que me ocorreu há uns minutos e que não se podia perder no nada do esquecimento e, assim, fica registado (a importância que possa vir a ter logo se vê)
Assistindo a um "voorspeelavond" (vulgo "audição" em Português) de Traverso numa sala muito pequenininha do KonCon e, distraido, enquanto ouvia, a olhar pela janela (a sala era num quinto andar, já agora) que dá para um amontoado de prédios enormes, uma autoestrada, várias linhas de comboio e de tram (eléctrico), etc, etc, etc, dei por mim a divagar e devanear acerca do sentido, se não da vida, pelo menos do meu rumo na vida, nomeadamente enquanto músico.
Vou explicar melhor.
A dicotomia e desfasamento entre 2005 - com a autoestrada, os prédios, o comboio, etc, que, por si só já são um pouco "chocantes", mas funcionam aqui só como amostra e metáfora do nosso tempo, do nosso século, com o que tem de bom mas, sobretudo, com o que tem de mau - e uma Cantata de Telemann, uma Sonata de Bach, uma Suitte de Hotteterre, Uma Sonata de Leclair ou outra de Händel, enfim aquilo que eu escolhi fazer na vida, esse desfasamento, dizia eu, é demasiado grande, diria quase monstruoso, para que, pelo menos, não valha a pena eu me deter um bom bocado a pensar sobre a questão!
E a questão é... porquê? qual o sentido? de ouvir e sobretudo de fazer música escrita há 400, 350, 300 anos!!??
É evidente que a resposta simples a esta questão complexa está na Música, ela própria, em geral e em cada uma das peças individualmente! Mas há mais, tem de haver mais (de outro não me teria dignado a passar estes pensamentos para palavras escritas!)
E esse extra de dúvida e problemática reside noutra questão... COMO? como fazer música, como tocá-la, como viver perante ela, que papel e participação lhe atribuir na vida!? Este post chama-se cinismo porque essa é uma das maneiras de responder a esta questão: como? com cinismo! Sim, exactamente, não é engano! É cínico tentar tocar-se a música (pelo menos esta música) com uma autenticidade que será sempre inatingível!!!
A esta conclusão não cheguei eu em primeira mão, longe disso! Mesmo os puristas e mais fervorosos adeptos da autenticidade na interpretação de música antiga, se forem minimamente inteligentes e/ou não estiverem já completamente desligados do mundo real, do séc. XXI já devem ter vislumbrado algo semelhante a isto - embora duvide de que lhes passe pela cabeça usar a palavra cinismo - por estas ou por outras palavras, pelas mesmas ou por razões ligeiramente diferentes.
Se eu sei o que é um comboio, um arranha-céus, uma autoestrada ou, muito mais significativamente, uma bomba atómica, não posso aspirar a tocar a minha suite de Philidor como ela seria tocada por um músico do séc. XVIII em França que, obviamente, ficaria tão estupefacto se, por acidente, viesse parar ao século XXI como eu, se fosse parar ao XVIII!
Um purista diria que, não sendo um objectivo atingível, é um ideal a perseguir... eu (pelo menos hoje) chamo-lhe cinismo! Se eu nunca tocarei a música como ela soava há 300 anos - por todas as razões e mais uma - se eu sei disso, se os outros sabem disso e se sabem que eu sei disso, então, se eu o tentar fazer obstinadamente, isso é cinismo!
Esto no departamento de "Early Music and Historical Performance Practice" - música antiga e interpretação histórica... na Música Antiga acredito... da Interpretação Histórica reservo-me o direito de duvidar (enfim, resta saber QUE interpretação histórica... DE QUEM... QUE Interpretação... QUE História????).
Não posso tocar essa música dessa maneira, mas se calhar NÃO QUERO tocar essa música dessa maneira! Quero tocar essa música da melhor forma possível, mas será sempre a minha maneira... À MINHA MENEIRA!
Em relação à minha escola... bem, continuo a achar as vantagens incomparavelmente maiores do que as desvantagens (com interpretação histórica à mistura e tudo), e acho que o melhor que tenho a fazer é aprender o mais e melhor possível a tocar esta múscia, mesmo nesta corrente estilística... se não o conseguir não vou ter legitimidade para depois dizer... não, não é isto que eu quero!
Por isto mesmo e porque o post já vai mais longo do que eu estava à espera, tenho de me despedir, já estou atrasado para um ensaio!
Vou fazer música antiga...
Assistindo a um "voorspeelavond" (vulgo "audição" em Português) de Traverso numa sala muito pequenininha do KonCon e, distraido, enquanto ouvia, a olhar pela janela (a sala era num quinto andar, já agora) que dá para um amontoado de prédios enormes, uma autoestrada, várias linhas de comboio e de tram (eléctrico), etc, etc, etc, dei por mim a divagar e devanear acerca do sentido, se não da vida, pelo menos do meu rumo na vida, nomeadamente enquanto músico.
Vou explicar melhor.
A dicotomia e desfasamento entre 2005 - com a autoestrada, os prédios, o comboio, etc, que, por si só já são um pouco "chocantes", mas funcionam aqui só como amostra e metáfora do nosso tempo, do nosso século, com o que tem de bom mas, sobretudo, com o que tem de mau - e uma Cantata de Telemann, uma Sonata de Bach, uma Suitte de Hotteterre, Uma Sonata de Leclair ou outra de Händel, enfim aquilo que eu escolhi fazer na vida, esse desfasamento, dizia eu, é demasiado grande, diria quase monstruoso, para que, pelo menos, não valha a pena eu me deter um bom bocado a pensar sobre a questão!
E a questão é... porquê? qual o sentido? de ouvir e sobretudo de fazer música escrita há 400, 350, 300 anos!!??
É evidente que a resposta simples a esta questão complexa está na Música, ela própria, em geral e em cada uma das peças individualmente! Mas há mais, tem de haver mais (de outro não me teria dignado a passar estes pensamentos para palavras escritas!)
E esse extra de dúvida e problemática reside noutra questão... COMO? como fazer música, como tocá-la, como viver perante ela, que papel e participação lhe atribuir na vida!? Este post chama-se cinismo porque essa é uma das maneiras de responder a esta questão: como? com cinismo! Sim, exactamente, não é engano! É cínico tentar tocar-se a música (pelo menos esta música) com uma autenticidade que será sempre inatingível!!!
A esta conclusão não cheguei eu em primeira mão, longe disso! Mesmo os puristas e mais fervorosos adeptos da autenticidade na interpretação de música antiga, se forem minimamente inteligentes e/ou não estiverem já completamente desligados do mundo real, do séc. XXI já devem ter vislumbrado algo semelhante a isto - embora duvide de que lhes passe pela cabeça usar a palavra cinismo - por estas ou por outras palavras, pelas mesmas ou por razões ligeiramente diferentes.
Se eu sei o que é um comboio, um arranha-céus, uma autoestrada ou, muito mais significativamente, uma bomba atómica, não posso aspirar a tocar a minha suite de Philidor como ela seria tocada por um músico do séc. XVIII em França que, obviamente, ficaria tão estupefacto se, por acidente, viesse parar ao século XXI como eu, se fosse parar ao XVIII!
Um purista diria que, não sendo um objectivo atingível, é um ideal a perseguir... eu (pelo menos hoje) chamo-lhe cinismo! Se eu nunca tocarei a música como ela soava há 300 anos - por todas as razões e mais uma - se eu sei disso, se os outros sabem disso e se sabem que eu sei disso, então, se eu o tentar fazer obstinadamente, isso é cinismo!
Esto no departamento de "Early Music and Historical Performance Practice" - música antiga e interpretação histórica... na Música Antiga acredito... da Interpretação Histórica reservo-me o direito de duvidar (enfim, resta saber QUE interpretação histórica... DE QUEM... QUE Interpretação... QUE História????).
Não posso tocar essa música dessa maneira, mas se calhar NÃO QUERO tocar essa música dessa maneira! Quero tocar essa música da melhor forma possível, mas será sempre a minha maneira... À MINHA MENEIRA!
Em relação à minha escola... bem, continuo a achar as vantagens incomparavelmente maiores do que as desvantagens (com interpretação histórica à mistura e tudo), e acho que o melhor que tenho a fazer é aprender o mais e melhor possível a tocar esta múscia, mesmo nesta corrente estilística... se não o conseguir não vou ter legitimidade para depois dizer... não, não é isto que eu quero!
Por isto mesmo e porque o post já vai mais longo do que eu estava à espera, tenho de me despedir, já estou atrasado para um ensaio!
Vou fazer música antiga...
sexta-feira, dezembro 02, 2005
A boca do inferno
Quem me conhece melhor sabe que sou um fã confesso (entre outros) do tipo de humor do Gato Fedorento.
A minha namorada não gosta, eu sei, tento compreender mas é-me complicado, e já desisti até de a tentar convencer. Acho que é aquele "je ne sais quoi" de "non-sense", com umas influências longínquas de Monty Python, mas muito menos britânico, muito mais tuga, que é capaz de ser o que me atrai a mim e a deixa indiferente a ela (a porTUGAlidade escarrapachada)! É pateta até dizer basta e acho que é esse o único segredo, se é que é segredo: é, enfim, RIDÍCULO (vide as origens etimológicas da palavra).
Mas o assunto do post é outro, é um dos membros "gone solo". É como se de um consort ou ensemble, se retirasse apenas um elemento e se o atirasse às feras. Esse elemento é o Ricardo Araujo Pereira que, para quem não saiba ainda, é um dos mais recentes colunistas da Visão (esse elo de ligação deste emigrante que aqui escreve entre Portugal e um enclave que existe aqui na Holanda - o meu quarto), que acho que se dá muito bem com esse tipo de número, sem rede.
O tipo de humor d'A boca do inferno é refinada e subtilmente diferente de, por exemplo, o do gato fedorento (e de outros tipos de humor mais boçais que não deixo de apreciar... assim tipo Manuel João Vieira - deixem-me fazer um pouco de (pré)-campanha (pré)-presidencialista: "Um Banana para uma república" e "Só desisto se for eleito", etc. etc. etc., se não conhecem deviam ir pesquisar em www.vieira2006.com). Falta lá precisamente a porTUGAlidade escarrapachada e é simultaneamente mais soft, menos hilariante, mas mais sério, um pouco mais intelectual e, em momentos de genialidade, muito mais pertinente (ou impertinente).
É desses momentos de génio que me apetece falar, sobretudo porque, como leitor assíduo que sou das suas crónicas, consigo seguir também as oscilações de forma do cronista (a linguagem e metáfora futeblística encaixa-se aqui bem, acho eu). A verdade é que, apesar de continuar a ler as suas crónicas semanalmente, acho que o Ricardo andava fora de forma. 'Tá bem, arrancava-me de vez em quando uma garagalhada esporádica, mas nada que alterasse substancialmente o meu estado de espírito e humor. Estava já a ficar preocupado porque acho que isto vinha acontecendo já há algumas semanas ou até meses... até esta quinta feira!
Amigos, aconselho vivamente a leitura da crónica desta semana. Mas Atenção: se nunca leram uma "crónica" do também colaborador da visão António Lobo Antunes (não sei bem se são crónicas, o que publica o escritor na visão) provavelmente nem vão rir sequer... mas se fizerem a experiência de ler umas quantas crónicas do António, mais umas quantas do Ricardo e por fim a desta semana do último, então vão perceber a síntese entre António, Ricardo, Visão e Gato Fedorento.
Acho que é precisamente assim que se deve parodiar uma pessoa (se alguém alguma vez escrever assim sobre mim, ou imitar o meu estilo, a fazer seja o que for, da mesma forma que a "caricatura" do António pelo Ricardo, eu vou rir a bandeiras despregadas e vou sentir-me honrado!). Sinceramente nunca li nada de Lobo Antunes (que eu saiba, por exemplo um sobrinho dele que eu cá sei também nunca leu, por isso não deve ser muito grave a minha ignorância, porque o sobrinho é um músico fantástico e uma pessoa porreiríssima), mas tenho respeito pelo senhor apesar da sua crónica bi-mensal ser das poucas coisas que nunca ou raramente leio na Visão. Mas acho que o Sr. Lobo Antunes, se tiver sentido de humor, se sentirá honrado pel'A boca do inferno desta semana... tinha curiosidade em saber, por acaso... mas se não, aí é que eu nunca me meteria a ler um livro dele!
Z dixit, mas já chega. Basta também de posts telegráficos, mas se calhar este passou um pouco do barroquista para o lado do "testament-like"
Não sei se hei-de escrever sobre as minhas orientações políticas, mormente na questão das presidênciais que se aproximam... vou pedir aos meus pouquíssimos leitores assíduos (eu sei quem vocês são e que estão aí desse lado do computador... até vos estou a ver as caras e tudo) que me dêem algum feed-back sobre o assunto e depois decido se torno ou não públicas as minhas opiniões bastante básicas sobre política.
Tijay
A minha namorada não gosta, eu sei, tento compreender mas é-me complicado, e já desisti até de a tentar convencer. Acho que é aquele "je ne sais quoi" de "non-sense", com umas influências longínquas de Monty Python, mas muito menos britânico, muito mais tuga, que é capaz de ser o que me atrai a mim e a deixa indiferente a ela (a porTUGAlidade escarrapachada)! É pateta até dizer basta e acho que é esse o único segredo, se é que é segredo: é, enfim, RIDÍCULO (vide as origens etimológicas da palavra).
Mas o assunto do post é outro, é um dos membros "gone solo". É como se de um consort ou ensemble, se retirasse apenas um elemento e se o atirasse às feras. Esse elemento é o Ricardo Araujo Pereira que, para quem não saiba ainda, é um dos mais recentes colunistas da Visão (esse elo de ligação deste emigrante que aqui escreve entre Portugal e um enclave que existe aqui na Holanda - o meu quarto), que acho que se dá muito bem com esse tipo de número, sem rede.
O tipo de humor d'A boca do inferno é refinada e subtilmente diferente de, por exemplo, o do gato fedorento (e de outros tipos de humor mais boçais que não deixo de apreciar... assim tipo Manuel João Vieira - deixem-me fazer um pouco de (pré)-campanha (pré)-presidencialista: "Um Banana para uma república" e "Só desisto se for eleito", etc. etc. etc., se não conhecem deviam ir pesquisar em www.vieira2006.com). Falta lá precisamente a porTUGAlidade escarrapachada e é simultaneamente mais soft, menos hilariante, mas mais sério, um pouco mais intelectual e, em momentos de genialidade, muito mais pertinente (ou impertinente).
É desses momentos de génio que me apetece falar, sobretudo porque, como leitor assíduo que sou das suas crónicas, consigo seguir também as oscilações de forma do cronista (a linguagem e metáfora futeblística encaixa-se aqui bem, acho eu). A verdade é que, apesar de continuar a ler as suas crónicas semanalmente, acho que o Ricardo andava fora de forma. 'Tá bem, arrancava-me de vez em quando uma garagalhada esporádica, mas nada que alterasse substancialmente o meu estado de espírito e humor. Estava já a ficar preocupado porque acho que isto vinha acontecendo já há algumas semanas ou até meses... até esta quinta feira!
Amigos, aconselho vivamente a leitura da crónica desta semana. Mas Atenção: se nunca leram uma "crónica" do também colaborador da visão António Lobo Antunes (não sei bem se são crónicas, o que publica o escritor na visão) provavelmente nem vão rir sequer... mas se fizerem a experiência de ler umas quantas crónicas do António, mais umas quantas do Ricardo e por fim a desta semana do último, então vão perceber a síntese entre António, Ricardo, Visão e Gato Fedorento.
Acho que é precisamente assim que se deve parodiar uma pessoa (se alguém alguma vez escrever assim sobre mim, ou imitar o meu estilo, a fazer seja o que for, da mesma forma que a "caricatura" do António pelo Ricardo, eu vou rir a bandeiras despregadas e vou sentir-me honrado!). Sinceramente nunca li nada de Lobo Antunes (que eu saiba, por exemplo um sobrinho dele que eu cá sei também nunca leu, por isso não deve ser muito grave a minha ignorância, porque o sobrinho é um músico fantástico e uma pessoa porreiríssima), mas tenho respeito pelo senhor apesar da sua crónica bi-mensal ser das poucas coisas que nunca ou raramente leio na Visão. Mas acho que o Sr. Lobo Antunes, se tiver sentido de humor, se sentirá honrado pel'A boca do inferno desta semana... tinha curiosidade em saber, por acaso... mas se não, aí é que eu nunca me meteria a ler um livro dele!
Z dixit, mas já chega. Basta também de posts telegráficos, mas se calhar este passou um pouco do barroquista para o lado do "testament-like"
Não sei se hei-de escrever sobre as minhas orientações políticas, mormente na questão das presidênciais que se aproximam... vou pedir aos meus pouquíssimos leitores assíduos (eu sei quem vocês são e que estão aí desse lado do computador... até vos estou a ver as caras e tudo) que me dêem algum feed-back sobre o assunto e depois decido se torno ou não públicas as minhas opiniões bastante básicas sobre política.
Tijay
quinta-feira, novembro 24, 2005
Sonetos e sotenoS - I
Dois-me mais aqui onde não te vejo,
fico num estado de melancolia,
faz-me falta essa tua energia,
o teu calor, conforto e o teu beijo.
Ensinas-me a saudade dia-a-dia,
enquanto não te tenho e te desejo.
Aqui não há colinas nem há Tejo,
não há deslumbramento nem magia,
não há nem miradouros nem calçadas,
não há nada com o mesmo sabor,
todas as coisas são acinzentadas.
Amar, onde eu nasci, tem outra cor,
é azul e tem telhas encarnadas
e se não veio de lá não é amor.
fico num estado de melancolia,
faz-me falta essa tua energia,
o teu calor, conforto e o teu beijo.
Ensinas-me a saudade dia-a-dia,
enquanto não te tenho e te desejo.
Aqui não há colinas nem há Tejo,
não há deslumbramento nem magia,
não há nem miradouros nem calçadas,
não há nada com o mesmo sabor,
todas as coisas são acinzentadas.
Amar, onde eu nasci, tem outra cor,
é azul e tem telhas encarnadas
e se não veio de lá não é amor.
Sonetos e sotenoS - II
Quero pintar palavras com pincel,
ou descrever pintura num papel,
poder ser por um dia genial.
Contar histórias com uma melodia,
transformar essa Música em poesia
e descobrir aquilo que me inspira.
Mas tenho medo de ser só banal,
de não ser nada mais que uma mentira,
ser só alguém por quem ninguém suspira,
ou pior: ser simplesmente normal!
ou descrever pintura num papel,
poder ser por um dia genial.
Contar histórias com uma melodia,
transformar essa Música em poesia
e descobrir aquilo que me inspira.
Mas tenho medo de ser só banal,
de não ser nada mais que uma mentira,
ser só alguém por quem ninguém suspira,
ou pior: ser simplesmente normal!
Sonetos e sotenoS - III - Gastronomia musical
Não sei se é um soneto ou uma sonata,
é-me igual, sou muito pouco exigente.
Por mim podia ser uma batata,
era-me mais ou menos indiferente.
Adagio, Allegro, Andante, tanto faz,
não tenho autonomia musical.
Bacalhau cozido, frito ou à bráz,
se for bem temperado, é-me igual!
Parece brincadeira mas é sério;
aquilo que me vem parar à boca
é para mim quase sempre um mistério.
E Música; Romântica ou Barroca,
é uma escolha quase sem critério,
pois personalidade tenho pouca.
é-me igual, sou muito pouco exigente.
Por mim podia ser uma batata,
era-me mais ou menos indiferente.
Adagio, Allegro, Andante, tanto faz,
não tenho autonomia musical.
Bacalhau cozido, frito ou à bráz,
se for bem temperado, é-me igual!
Parece brincadeira mas é sério;
aquilo que me vem parar à boca
é para mim quase sempre um mistério.
E Música; Romântica ou Barroca,
é uma escolha quase sem critério,
pois personalidade tenho pouca.
Sonetos e sotenoS - IV - Rifão (quase) quotidiano
Não há duas sem três, já diz o povo
e eu acrescento um provérbio novo:
"quem fez três também pode fazer quatro"
Assim faço sonetos à pressão,
agora é só carregar no botão
e sai-me esta métrica ao desbarato
Sonetos sem conteúdo e sem sentido,
sobre tudo, mas sobretudo nada,
'inda por cima com a forma errada;
é um soneto, sim, mas invertido!
e eu acrescento um provérbio novo:
"quem fez três também pode fazer quatro"
Assim faço sonetos à pressão,
agora é só carregar no botão
e sai-me esta métrica ao desbarato
Sonetos sem conteúdo e sem sentido,
sobre tudo, mas sobretudo nada,
'inda por cima com a forma errada;
é um soneto, sim, mas invertido!
Som
Uma roda rodava pela rua,
redonda, rodopiava no asfalto.
As folhas afastavam-se, num susto,
à espera de serem esmagadas.
O céu cinzento sussurrava
ameaças de chuva sazonais
e os pássaros piavam, perdidos,
pelas portas dos prédios sempre iguais.
Um dia de Dezembro desinteressante,
de dor, de dormência e de tédio,
esperando, esquecido nesta estupidificação,
um estado de espírito que me desperte.
Conquanto continue a querer ficar aqui,
questiono-me constantemente
sobre o porquê desse querer,
tudo é tão triste, tétrico até,
totalmente contrário a tantas espectativas
que durante tanto tempo fui criando...
O céu é cinzento e chove sempre;
a comida cinzenta e sempre sem sabor,
e na rua a roda roda, roda...
as folhas afastam-se, fogem...
os pássaros piam...
Dormente, durmo, cá dentro
e deixo a dor lá fora quando desço
os cortinados sobre as janelas
A Haia - 7/VI/MMV
redonda, rodopiava no asfalto.
As folhas afastavam-se, num susto,
à espera de serem esmagadas.
O céu cinzento sussurrava
ameaças de chuva sazonais
e os pássaros piavam, perdidos,
pelas portas dos prédios sempre iguais.
Um dia de Dezembro desinteressante,
de dor, de dormência e de tédio,
esperando, esquecido nesta estupidificação,
um estado de espírito que me desperte.
Conquanto continue a querer ficar aqui,
questiono-me constantemente
sobre o porquê desse querer,
tudo é tão triste, tétrico até,
totalmente contrário a tantas espectativas
que durante tanto tempo fui criando...
O céu é cinzento e chove sempre;
a comida cinzenta e sempre sem sabor,
e na rua a roda roda, roda...
as folhas afastam-se, fogem...
os pássaros piam...
Dormente, durmo, cá dentro
e deixo a dor lá fora quando desço
os cortinados sobre as janelas
A Haia - 7/VI/MMV
terça-feira, novembro 22, 2005
hard work, life, the universe and everything!
Problems are meant to be overcomed!
Limits are made to be pushed!
Rules are meant to be broken!
Keeping the head above the water line!
Easyer said than done...
-//-
Os problemas existem para serem resolvidos!
Os limites existem para serem ultrapassados!
As regras existem para serem quebradas!
Tantos pensamentos e posts em potência na minha cabeça, e tão pouco tempo para os fazer existir.
É a minha eterna angústia e batalha interminável contra Kronos!
Limits are made to be pushed!
Rules are meant to be broken!
Keeping the head above the water line!
Easyer said than done...
-//-
Os problemas existem para serem resolvidos!
Os limites existem para serem ultrapassados!
As regras existem para serem quebradas!
Tantos pensamentos e posts em potência na minha cabeça, e tão pouco tempo para os fazer existir.
É a minha eterna angústia e batalha interminável contra Kronos!
quinta-feira, novembro 10, 2005
No Problem
I was competing in the 2nd-freestyle-transatlantic-cross over on my ultra sonic jetmachine... after 2 days and 4 hours I was right behind an American powerboard-rider... He tried to attack me. But I got my machine ready to dive and fly... when he nearly hit me with 90 miles an hour I dived down and immediately launched myself skyhigh. I JUMPED 120 YARDS AHEAD OF HIM... that day I was the winner and I have this picture to prove it!
That's what you get when you have no problem - everything seems so special just for no reason and in a way you don't recognize the day after!
Truth or dare?
Do I dare or do I stick with the truth?
I guess I'll go for the easy solution... I love it anyway!
THC
That's what you get when you have no problem - everything seems so special just for no reason and in a way you don't recognize the day after!
Truth or dare?
Do I dare or do I stick with the truth?
I guess I'll go for the easy solution... I love it anyway!
THC
Telegráfico
Mais uma adenda para a colecção de posts telegráficos:
Fado, Futebol e Fátima?
Nááááááá
Flauta, Fagote e... Fado!!!
Viva a emigração, viva Portugal e viva ao ecletismo!
E já agora, parafraseando alguém com bastante bom senso:
Manuel (por favor) Alegre-nos!
Doei
Fado, Futebol e Fátima?
Nááááááá
Flauta, Fagote e... Fado!!!
Viva a emigração, viva Portugal e viva ao ecletismo!
E já agora, parafraseando alguém com bastante bom senso:
Manuel (por favor) Alegre-nos!
Doei
quinta-feira, novembro 03, 2005
Blogs
Quando a minha mãe (vou repetir: A MINHA MÃE!) me comunica que vai criar um blog, tenho de acreditar que este em que escrevo está a ter mais efeitos e mais estranhos do que estava à espera quando o criei!
Way to go mum!!
Aguardo ansiosamente!
Beijinhos pra Portugal
Way to go mum!!
Aguardo ansiosamente!
Beijinhos pra Portugal
quarta-feira, outubro 26, 2005
Ingredientes
O fumo contém benzeno, nitrosaminas, formaldeído e cianeto de hidrogénio.
...
...
e isso é bom ou mau???
...
...
e isso é bom ou mau???
terça-feira, outubro 25, 2005
7 anos
7 anos é muito tempo... é IMENSO tempo!
Não passam a correr, de modo algum, mas estes últimos 7, parece que passaram depressa!
Parece que tudo o que aprendemos foi aprendido depressa, agora que já o sabemos!
Parece, de uma forma estranha, que há 7 anos e um dia foi ontem, e que tudo se passou, como num sonho, rapidamente e como se fosse magia, durante uma noite de sono e sonhos bons! Como se de ontem para hoje tivesse aprendido todas estas coisas contigo e não pudesse sequer ter sido de outra forma!
Estes 7 anos sabem-me bem! Melhor do que qualquer coisa que possa definir ou tenha alguma vez provado! Sabem muito melhor do que a soma dos seus ingredientes...
Agora que penso nisso, sabem muito melhor do que os 84 meses que passaram, do que os 2557 dias, do que as 61368 horas, os 3682080 minutos ou os 220924800 segundos que passámos juntos, pelo menos como estamos agora, em que me tornei um bocadinho de ti e tu um bocadinho de mim!
7 anos é muito tempo, ou se calhar é apenas uma noite e amanhã, quando acordarmos, podemos começar a contar outra vez!
Não passam a correr, de modo algum, mas estes últimos 7, parece que passaram depressa!
Parece que tudo o que aprendemos foi aprendido depressa, agora que já o sabemos!
Parece, de uma forma estranha, que há 7 anos e um dia foi ontem, e que tudo se passou, como num sonho, rapidamente e como se fosse magia, durante uma noite de sono e sonhos bons! Como se de ontem para hoje tivesse aprendido todas estas coisas contigo e não pudesse sequer ter sido de outra forma!
Estes 7 anos sabem-me bem! Melhor do que qualquer coisa que possa definir ou tenha alguma vez provado! Sabem muito melhor do que a soma dos seus ingredientes...
Agora que penso nisso, sabem muito melhor do que os 84 meses que passaram, do que os 2557 dias, do que as 61368 horas, os 3682080 minutos ou os 220924800 segundos que passámos juntos, pelo menos como estamos agora, em que me tornei um bocadinho de ti e tu um bocadinho de mim!
7 anos é muito tempo, ou se calhar é apenas uma noite e amanhã, quando acordarmos, podemos começar a contar outra vez!
terça-feira, outubro 18, 2005
Tibetan peace garden
We Human beings are passing through a crucial period in our development. Conflict & mistrust have plagued the past century, which has brought immesurable human suffering & environmental destruction. It is in the interest of all of us on this planet that we make a joint effort to turn the next century into an era of peace & harmony.
May this PEACE GARDEN become a monument to the courage of the tibetan people & their commitment to peace. May it remain as a symbol to remind us that human survival depends on living in harmony & on always choosing the path of non-violence in resolving our differences.
The XIV Dalai Lama of Tibet.
13-May-1999
...
...
...
Well, it may not be the most inspired message ever, but it's a good, simple, honest, usefull urge for peace, love, understanding and tolerance!
Problem is, the beggining of our new century, insofar, has been everything but an auspicious one - to say the least! - in what concerns peace, love, understanding or tollerance!
Even worse is my guess (and I think it doesn't take a genious to guess this) that this message will be even more urgent in 10, 20, maybe 50 years - that is assuming that there will still be someone with good sense on this planet to whom the message may be directed at!!
And by the way... it got me wondering; why on earth was the peace garden built precisely next to the huge and somewhat oppressive Imperial WAR Museum!!?? Maybe that's the whole point... but still I wonder!
(notes from London - cheers)
May this PEACE GARDEN become a monument to the courage of the tibetan people & their commitment to peace. May it remain as a symbol to remind us that human survival depends on living in harmony & on always choosing the path of non-violence in resolving our differences.
The XIV Dalai Lama of Tibet.
13-May-1999
...
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...
Well, it may not be the most inspired message ever, but it's a good, simple, honest, usefull urge for peace, love, understanding and tolerance!
Problem is, the beggining of our new century, insofar, has been everything but an auspicious one - to say the least! - in what concerns peace, love, understanding or tollerance!
Even worse is my guess (and I think it doesn't take a genious to guess this) that this message will be even more urgent in 10, 20, maybe 50 years - that is assuming that there will still be someone with good sense on this planet to whom the message may be directed at!!
And by the way... it got me wondering; why on earth was the peace garden built precisely next to the huge and somewhat oppressive Imperial WAR Museum!!?? Maybe that's the whole point... but still I wonder!
(notes from London - cheers)
terça-feira, outubro 11, 2005
Silence
Sometimes slience hurts more than the worst, ill-intentioned, wrong-doing or insult!
Sometimes silence stings like needles pushed deeper and deeper inside your guts!
Sometimes silence means despise, sometimes it means absence, but worst of all
Sometimes silence means (I guess) just cold and sheer indiference,
and that just makes you deeply deeply sad...
the kind of sadness which feels like you could die from!
Please... just speak!
Sometimes silence stings like needles pushed deeper and deeper inside your guts!
Sometimes silence means despise, sometimes it means absence, but worst of all
Sometimes silence means (I guess) just cold and sheer indiference,
and that just makes you deeply deeply sad...
the kind of sadness which feels like you could die from!
Please... just speak!
terça-feira, outubro 04, 2005
Amizade e Comunicação
To P.M.
Amizade e comunicação têm bastante em comum. São fenómenos estranhos, misteriosos, difíceis de definir; parece não se saber muito bem como começam e onde deixam de funcionar, porque resultam ou não, como se estabelecem diferentes dinâmicas ao longo da sua existência e, sem dúvida, há muito de uma na outra - seja qual for a ordem dos factores que se escolha, mas principalmente parece-me ser indispensável uma boa dose de comunicação numa boa amizade, enquanto que, por outro lado, é mais agradável comunicar-se com alguém por quem se sente, pelo menos, alguma empatia!
Acho que é possível fazer um esforço, conscientemente, para criar, manter, melhorar e aprofundar tanto amizades como comunicações com outras pessoas, mas também acho que as mais gratificantes são aquelas que parece que simplesmente acontecem, sem mais nada, sem aviso, sem esforço, sem demasiadas expectativas, sem explicação aparente, enfim, sem problemas (não tenho a certeza de que isto exista, na verdade... pelo menos estas características todas ao mesmo tempo)!
Mas essas também são as mais difíceis de compreender, porque muitas vezes são quase ilógicas. Pessoalmente tenho experiência de pessoas com quem tanto a comunicação como a amizade que temos são absolutamente bizarras, e no entanto são as que mais prezo e pelas quais faria (e tenho feito) qualquer coisa para as manter, incluindo esforços para resolver quaisquer problemas que sinta que se lhes deparam!
Não tenho muitas amizades a sério e não sei explicar porquê. Há muita gente com quem comunico com uma facilidade incrível (talvez às vezes até com demasiada facilidade para a confiança que tenho com elas); depois um número um pouco mais pequeno de pessoas por quem posso pôr as mãos no fogo e que acho que fariam o mesmo por mim (mesmo assim aqui ainda está muita gente porque acho que sou um bocado crédulo); um círculo mais restrito de pessoas que me conhecem MUITO bem e que eu sei que estarão sempre lá para mim e vice-versa.
Talvez a estes últimos já possa chamar amigos, mas a verdade é que quando penso na palavra ocorrem-me sempre duas pessoas, bastante diferentes entre si e, sobretudo, com quem comunico de formas diametralmente opostas! Com uma comunico por palavras, por imagens, por pensamentos, por tudo e mais alguma coisa e às vezes até por nada; com a outra [que és tu, no caso de ficares com dúvidas] ainda não percebi se comunico ou não, nem como, mas a verdade é que a amizade continua sempre lá, estranha, forte, como um pano de fundo, uma camada subjacente, arcaica e primordial, uma energia... daí que tenha que pressupor que exista entre nós uma comunicação de qualquer tipo que eu não compreendo bem. É uma comunicação invisível, inaudível e impalpável. É etérea!
É talvez por isso que, chegado a este ponto da minha divagação e sem ter ponderado que isso pudesse acontecer, tenho de admitir que se calhar os dois sujeitos do meu texto não andem sempre a par, ao mesmo tempo e sob as mesmas formas; ou então há ainda mais formas de cada uma do que eu tinha suposto e são impossíveis sequer de catalogar, quanto mais de compreender, pelo menos para mim e para o meu pequeno intelecto!
O mais curioso de tudo, no entanto, é que este texto não é mais claro no fim do que o era no princípio, muito pelo contrário, e que não há ponto nenhum a provar, nem a defender, só a certeza da amizade... uma amizade estranha... uma comunicação estranha... mas que não trocava por nada!
Um grande abraço amigo, de longe, e já agora desculpa por já passar da hora, mas demorou-me mais tempo a atinar com os pensamentos e com os acentos num teclado alemão do que estava à espera... mas em Portugal ainda são 23:12 de dia 3!!!!!!!!!!!!!!
Amizade e comunicação têm bastante em comum. São fenómenos estranhos, misteriosos, difíceis de definir; parece não se saber muito bem como começam e onde deixam de funcionar, porque resultam ou não, como se estabelecem diferentes dinâmicas ao longo da sua existência e, sem dúvida, há muito de uma na outra - seja qual for a ordem dos factores que se escolha, mas principalmente parece-me ser indispensável uma boa dose de comunicação numa boa amizade, enquanto que, por outro lado, é mais agradável comunicar-se com alguém por quem se sente, pelo menos, alguma empatia!
Acho que é possível fazer um esforço, conscientemente, para criar, manter, melhorar e aprofundar tanto amizades como comunicações com outras pessoas, mas também acho que as mais gratificantes são aquelas que parece que simplesmente acontecem, sem mais nada, sem aviso, sem esforço, sem demasiadas expectativas, sem explicação aparente, enfim, sem problemas (não tenho a certeza de que isto exista, na verdade... pelo menos estas características todas ao mesmo tempo)!
Mas essas também são as mais difíceis de compreender, porque muitas vezes são quase ilógicas. Pessoalmente tenho experiência de pessoas com quem tanto a comunicação como a amizade que temos são absolutamente bizarras, e no entanto são as que mais prezo e pelas quais faria (e tenho feito) qualquer coisa para as manter, incluindo esforços para resolver quaisquer problemas que sinta que se lhes deparam!
Não tenho muitas amizades a sério e não sei explicar porquê. Há muita gente com quem comunico com uma facilidade incrível (talvez às vezes até com demasiada facilidade para a confiança que tenho com elas); depois um número um pouco mais pequeno de pessoas por quem posso pôr as mãos no fogo e que acho que fariam o mesmo por mim (mesmo assim aqui ainda está muita gente porque acho que sou um bocado crédulo); um círculo mais restrito de pessoas que me conhecem MUITO bem e que eu sei que estarão sempre lá para mim e vice-versa.
Talvez a estes últimos já possa chamar amigos, mas a verdade é que quando penso na palavra ocorrem-me sempre duas pessoas, bastante diferentes entre si e, sobretudo, com quem comunico de formas diametralmente opostas! Com uma comunico por palavras, por imagens, por pensamentos, por tudo e mais alguma coisa e às vezes até por nada; com a outra [que és tu, no caso de ficares com dúvidas] ainda não percebi se comunico ou não, nem como, mas a verdade é que a amizade continua sempre lá, estranha, forte, como um pano de fundo, uma camada subjacente, arcaica e primordial, uma energia... daí que tenha que pressupor que exista entre nós uma comunicação de qualquer tipo que eu não compreendo bem. É uma comunicação invisível, inaudível e impalpável. É etérea!
É talvez por isso que, chegado a este ponto da minha divagação e sem ter ponderado que isso pudesse acontecer, tenho de admitir que se calhar os dois sujeitos do meu texto não andem sempre a par, ao mesmo tempo e sob as mesmas formas; ou então há ainda mais formas de cada uma do que eu tinha suposto e são impossíveis sequer de catalogar, quanto mais de compreender, pelo menos para mim e para o meu pequeno intelecto!
O mais curioso de tudo, no entanto, é que este texto não é mais claro no fim do que o era no princípio, muito pelo contrário, e que não há ponto nenhum a provar, nem a defender, só a certeza da amizade... uma amizade estranha... uma comunicação estranha... mas que não trocava por nada!
Um grande abraço amigo, de longe, e já agora desculpa por já passar da hora, mas demorou-me mais tempo a atinar com os pensamentos e com os acentos num teclado alemão do que estava à espera... mas em Portugal ainda são 23:12 de dia 3!!!!!!!!!!!!!!
sábado, outubro 01, 2005
Renascentismo, Barroquismo, Modernismo, Especialismo. (!??!)
Para além de todos os outros, há um pequeno mal da nossa sociedade - dita contemporânea, moderna, desenvolvida, ocidental - que me atormenta e aflige um pouco.
Assim, como me é extraordinariamente difícil ter sequer pretensões a escrever algo relevante sobre, por exemplo: Conflitos Internacionais; Terrorismo; Pandemias; Calamidades Naturais; Questões Sociais; Problemas Políticos e eleições autárquicas, que não são bem a mesma coisa!; etc, etc, etc (ena, só assim fazendo uma enumeração, mesmo não exaustiva, é que uma pessoa se apercebe de quão mal vai o nosso Mundo), limito-me, portanto, a focar-me na terrível tendência, não tão actual quanto isso, para a hiper-especialização e "tecnicalização" deste nosso mundo competitivo.
Vivemos numa sociedade, rápida, desenvolvida, competitiva, feita de, para e por especialistas - sim, até no nosso cantinho chamado Portugal, para o efeito não faz diferença: se se tem um computador para ler este texto então também tem de se estar incluido. Cada um de nós sente, e é encorajado cada vez mais nesse sentido, que tem de ser o MELHOR (possível), seja lá no que for que cada um faça; temos de ser criativos, competitivos, produtivos e aspirar sempre a melhorar todos estes parâmetros da nossa actividade!
Quero já deixar claro que não tenho nada em concreto contra a competitividade e produtividade, nada em absoluto contra a criatividade, e que seguramente acho positivo que se procure melhorar, evoluir! O que me faz confusão é mais o processo através do qual é suposto serem atingidos estes resultados, é o "como", é o grau de excelência, levado ao paroxismo e à obsessão, necessário para dominar as máquinas com que trabalhamos - e as máquinas são: as propriamente ditas, mas também as instituições, as circunstâncias, as especificidades e idiossincracias de realidades cada vez mais complexas!
Eu tenho de saber tudo o que há para saber, dominar, estar à vontade, "baralhar e voltar a dar", os aspectos específicos da minha área de actividade, que por acaso são cada vez mais e que, felizmente para mim, até nem têm tanto a ver com produtividade ou competitividade quanto isso (mas isso é apenas uma feliz coincidência para mim e que não altera substancialmente o ponto que estou a demosntrar, em geral, uma vez que decidi ser músico e tenho de desenvolver mais a parte criativa). O problema é que, ou somos todos super-homens, ou quando finalmente soubermos o suficiente para sermos úteis à sociedade naquilo que decidimos fazer, tragicamente, já será demasiado tarde para aprender seja lá o que for sobre outra coisa qualquer!
Exagero? Talvez, mas a verdade é que a tendência vai cada vez mais no sentido de aparecerem cada vez mais técnicos hiper-competentes-especializadíssimos-maquinais-infalíveis e IGNORANTES, do que leigos-cultos-honestos-curiosos, enfim pessoas... Homens!
Mas o mais subversivo, na minha opinião, é que também há quem tente encapotar e amenizar esta tendência, proclamando que se deve aspirar é precisamente ao oposto. Não sei exactamente se se chama pós-modernismo ou não (sou suficientemente ignorante em epistemologia e Ciência Social para poder cometer destas gaffes), mas como é dos meus odiozinhos pessoais preferidos vou partir do princípio de que sim.
Não raras vezes se ouve falar de interdisciplinariedade, complementaridade dos saberes, de aprofundamento de conhecimentos em áreas distintas, como se fossem ideais a atingir, ou mesmo condições sine qua non para se ser produtivo, etc.
Mas a verdade é que nunca consegui deixar de sentir, ao ouvir representantes desta corrente, que talvez os próprios nem sequer acreditem muito bem no que apregoam! Parece que eles são os responáveis precisamente pelo contrário, pela especialização, pelo afunilamento, mas que depois, por um qualquer tipo de peso na consciência, por terem consciência dos malefícios do mundo complicado que criaram, aparentam encorajar que se lute contra essa visão redutora e que se seja "pós-moderno"!
Faz-se festinhas com uma mão e com a outra bate-se com o cinto! É que se alguém se aventura a sério neste "iluminismo" - chamemos-lhe assim - é relativamente fácil ficar-se proscrito, fora do circuito dos especialistas, e é-se logo acusado de se ser demasiado vago, disperso, pouco correcto tecnicamente, por parte dos professores-especialistas que, se calhar, noutra ocasião e contexto se afadigaram a incentivar precisamente esta pluridisciplinaridade!
Imagino que haja uma minoria destes resistentes, anacrónicos Homens do Renascimento, no limbo da excomungação desta nossa comunidade técnica (eu, por exemplo, conheço um e consigo conceber que haja mais... tal como as bruxas, ou os O.V.N.I.s). Depois há um grupo, não sei se minoritário ou não, daqueles que, não tendo a perseverança suficiente para resistir contra o tempo em que vivem, não têm outro remédio senão "irem-se especializando", enquanto mantêm, mais ou menos em segredo e esperando que ninguém repare nisso, uma certa admiração e uma pontinha de inveja salutar por essa estirpe cuja existência, às vezes, parece assemelhar-se à dos gambuzinos!
Pessoalmente não me considero nem super-homem, nem super-máquina. Posto perante o dilema de apostar mais em saber tudo sobre o meu ofício, e nada mais; ou em saber um pouco mais sobre tudo, para além do meu ofício; como diria o outro (não sei quem, mas gosto de usar esta expressão): "Entre les deux, mon coeur balance!".
Não consigo evitar sentir a angústia da ignorância quando finalmente, à custa de muito porfiar e obsecar com a minha música, começo a ter lampejos de compreender, por exemplo, a essência do estilo da música francesa por oposição à alemã e como exprimi-las, ou ainda mais especificamente, o significado daquele acorde obtuso e dissonante naquela peça de Brahms (podia ser ainda pior!). Da mesma forma que quando me dou ao trabalho de saber algo mais sobre o mundo que me rodeia, o que posso fazer por ele, por mim e pela nossa relação um com o outro, não me consigo livrar do receio da incapacidade técnica para exprimir seja lá o que for através de sons!
Para mim acho que resulta ir passando o peso do dilema de um pé para o outro... balançando, mas não faço ideia se funciona sempre e para qualquer um, ou se é uma coisa pessoal. É como se dentro de mim coexistissem um Renascimento e um Pós-modernismo que vou tentando conciliar. Se calhar é isso mesmo que quer(o) dizer - é o BARROQUISMO!
É certo que o Renascimento e o Iluminismo são anciães de 500 anos de idade, que o Barroco tem 300 e que não me passa pela cabeça que 500 anos depois ainda devessemos andar a (re-)descobrir o que esses homens notáveis conseguiram inventar. Acredito no progresso (pelo menos em algum dele), e acho que não viveria melhor se tivesse nascido em 1481 ou 1681, mas não imagino que possa aparecer um Leonardo da Vinci ou um Johann Sebastian Bach (AH, Bach!) no século XXI - daqui a alguns séculos a História se encarregará de me contradizer ou não - e esta nostalgia ninguém ma pode tirar.
Assim, como me é extraordinariamente difícil ter sequer pretensões a escrever algo relevante sobre, por exemplo: Conflitos Internacionais; Terrorismo; Pandemias; Calamidades Naturais; Questões Sociais; Problemas Políticos e eleições autárquicas, que não são bem a mesma coisa!; etc, etc, etc (ena, só assim fazendo uma enumeração, mesmo não exaustiva, é que uma pessoa se apercebe de quão mal vai o nosso Mundo), limito-me, portanto, a focar-me na terrível tendência, não tão actual quanto isso, para a hiper-especialização e "tecnicalização" deste nosso mundo competitivo.
Vivemos numa sociedade, rápida, desenvolvida, competitiva, feita de, para e por especialistas - sim, até no nosso cantinho chamado Portugal, para o efeito não faz diferença: se se tem um computador para ler este texto então também tem de se estar incluido. Cada um de nós sente, e é encorajado cada vez mais nesse sentido, que tem de ser o MELHOR (possível), seja lá no que for que cada um faça; temos de ser criativos, competitivos, produtivos e aspirar sempre a melhorar todos estes parâmetros da nossa actividade!
Quero já deixar claro que não tenho nada em concreto contra a competitividade e produtividade, nada em absoluto contra a criatividade, e que seguramente acho positivo que se procure melhorar, evoluir! O que me faz confusão é mais o processo através do qual é suposto serem atingidos estes resultados, é o "como", é o grau de excelência, levado ao paroxismo e à obsessão, necessário para dominar as máquinas com que trabalhamos - e as máquinas são: as propriamente ditas, mas também as instituições, as circunstâncias, as especificidades e idiossincracias de realidades cada vez mais complexas!
Eu tenho de saber tudo o que há para saber, dominar, estar à vontade, "baralhar e voltar a dar", os aspectos específicos da minha área de actividade, que por acaso são cada vez mais e que, felizmente para mim, até nem têm tanto a ver com produtividade ou competitividade quanto isso (mas isso é apenas uma feliz coincidência para mim e que não altera substancialmente o ponto que estou a demosntrar, em geral, uma vez que decidi ser músico e tenho de desenvolver mais a parte criativa). O problema é que, ou somos todos super-homens, ou quando finalmente soubermos o suficiente para sermos úteis à sociedade naquilo que decidimos fazer, tragicamente, já será demasiado tarde para aprender seja lá o que for sobre outra coisa qualquer!
Exagero? Talvez, mas a verdade é que a tendência vai cada vez mais no sentido de aparecerem cada vez mais técnicos hiper-competentes-especializadíssimos-maquinais-infalíveis e IGNORANTES, do que leigos-cultos-honestos-curiosos, enfim pessoas... Homens!
Mas o mais subversivo, na minha opinião, é que também há quem tente encapotar e amenizar esta tendência, proclamando que se deve aspirar é precisamente ao oposto. Não sei exactamente se se chama pós-modernismo ou não (sou suficientemente ignorante em epistemologia e Ciência Social para poder cometer destas gaffes), mas como é dos meus odiozinhos pessoais preferidos vou partir do princípio de que sim.
Não raras vezes se ouve falar de interdisciplinariedade, complementaridade dos saberes, de aprofundamento de conhecimentos em áreas distintas, como se fossem ideais a atingir, ou mesmo condições sine qua non para se ser produtivo, etc.
Mas a verdade é que nunca consegui deixar de sentir, ao ouvir representantes desta corrente, que talvez os próprios nem sequer acreditem muito bem no que apregoam! Parece que eles são os responáveis precisamente pelo contrário, pela especialização, pelo afunilamento, mas que depois, por um qualquer tipo de peso na consciência, por terem consciência dos malefícios do mundo complicado que criaram, aparentam encorajar que se lute contra essa visão redutora e que se seja "pós-moderno"!
Faz-se festinhas com uma mão e com a outra bate-se com o cinto! É que se alguém se aventura a sério neste "iluminismo" - chamemos-lhe assim - é relativamente fácil ficar-se proscrito, fora do circuito dos especialistas, e é-se logo acusado de se ser demasiado vago, disperso, pouco correcto tecnicamente, por parte dos professores-especialistas que, se calhar, noutra ocasião e contexto se afadigaram a incentivar precisamente esta pluridisciplinaridade!
Imagino que haja uma minoria destes resistentes, anacrónicos Homens do Renascimento, no limbo da excomungação desta nossa comunidade técnica (eu, por exemplo, conheço um e consigo conceber que haja mais... tal como as bruxas, ou os O.V.N.I.s). Depois há um grupo, não sei se minoritário ou não, daqueles que, não tendo a perseverança suficiente para resistir contra o tempo em que vivem, não têm outro remédio senão "irem-se especializando", enquanto mantêm, mais ou menos em segredo e esperando que ninguém repare nisso, uma certa admiração e uma pontinha de inveja salutar por essa estirpe cuja existência, às vezes, parece assemelhar-se à dos gambuzinos!
Pessoalmente não me considero nem super-homem, nem super-máquina. Posto perante o dilema de apostar mais em saber tudo sobre o meu ofício, e nada mais; ou em saber um pouco mais sobre tudo, para além do meu ofício; como diria o outro (não sei quem, mas gosto de usar esta expressão): "Entre les deux, mon coeur balance!".
Não consigo evitar sentir a angústia da ignorância quando finalmente, à custa de muito porfiar e obsecar com a minha música, começo a ter lampejos de compreender, por exemplo, a essência do estilo da música francesa por oposição à alemã e como exprimi-las, ou ainda mais especificamente, o significado daquele acorde obtuso e dissonante naquela peça de Brahms (podia ser ainda pior!). Da mesma forma que quando me dou ao trabalho de saber algo mais sobre o mundo que me rodeia, o que posso fazer por ele, por mim e pela nossa relação um com o outro, não me consigo livrar do receio da incapacidade técnica para exprimir seja lá o que for através de sons!
Para mim acho que resulta ir passando o peso do dilema de um pé para o outro... balançando, mas não faço ideia se funciona sempre e para qualquer um, ou se é uma coisa pessoal. É como se dentro de mim coexistissem um Renascimento e um Pós-modernismo que vou tentando conciliar. Se calhar é isso mesmo que quer(o) dizer - é o BARROQUISMO!
É certo que o Renascimento e o Iluminismo são anciães de 500 anos de idade, que o Barroco tem 300 e que não me passa pela cabeça que 500 anos depois ainda devessemos andar a (re-)descobrir o que esses homens notáveis conseguiram inventar. Acredito no progresso (pelo menos em algum dele), e acho que não viveria melhor se tivesse nascido em 1481 ou 1681, mas não imagino que possa aparecer um Leonardo da Vinci ou um Johann Sebastian Bach (AH, Bach!) no século XXI - daqui a alguns séculos a História se encarregará de me contradizer ou não - e esta nostalgia ninguém ma pode tirar.
sexta-feira, setembro 23, 2005
Perder a virgindade!
Com este post estou a perder a virgindade na blogosfera! Exactamente, "as I speak", em directo e ao vivo, no preciso momento em que inauguro o Barroquista!
Porquê Barroquista?
Bem, em primeiro lugar porque não pude criar o alta, estúpida e irritantemente egoísta/narcisista blogue "eu eu eu"!
Porquê? porque acho que sou um pouco egoísta/narcisista enquanto mantenho a esperança de não o ser nem estúpida nem irritantemente, mas mais vale não contrariar (demasiado) aquilo que se é, desde que isso não chateie demasiado os outros!
Em segundo lugar: porque acho que esta palavra que espero ter inventado diz algo sobre mim. Sobre o meu "je ne sais quoi" de Barroco, mas reinventado, "barroquisticamente"!!
Acho que já chega de explicações: para quem não me conhece é suficiente e quem me conhece pode ler nas entrelinhas o que prefiro não escrever!
Conteúdo, conteúdo, apenas os parabéns atrasados ao meu primão "brazuca"!!
Porquê Barroquista?
Bem, em primeiro lugar porque não pude criar o alta, estúpida e irritantemente egoísta/narcisista blogue "eu eu eu"!
Porquê? porque acho que sou um pouco egoísta/narcisista enquanto mantenho a esperança de não o ser nem estúpida nem irritantemente, mas mais vale não contrariar (demasiado) aquilo que se é, desde que isso não chateie demasiado os outros!
Em segundo lugar: porque acho que esta palavra que espero ter inventado diz algo sobre mim. Sobre o meu "je ne sais quoi" de Barroco, mas reinventado, "barroquisticamente"!!
Acho que já chega de explicações: para quem não me conhece é suficiente e quem me conhece pode ler nas entrelinhas o que prefiro não escrever!
Conteúdo, conteúdo, apenas os parabéns atrasados ao meu primão "brazuca"!!
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